O escândalo de crimes sexuais envolvendo a figura do médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como “João de Deus” ou “João de Abadiânia”, abalou profundamente a comunidade espírita, uma vez que o mesmo era/é considerado um dos maiores representantes da mediunidade dentro e fora do Brasil.

João, que já foi acusado de charlatanismo, contrabando de minério, sedução de menor, atentado ao pudor e homicídio, acabou se entregando para a polícia no último domingo (16), em Abadiânia, na região central de Goiás, após ter o seu pedido de prisão decretado pela Justiça na tarde de sexta (14), a pedido do Ministério Público (MP-GO).

Com mais de 500 acusações de abuso sexual, João de Deus acabou servindo de exemplo para a comunidade religiosa sobre a existência dos falsos mestres, até mesmo para os evangélicos, segundo argumenta o pastor da Assembleia de Deus, Gutierres Siqueira.

“Nunca aceite em sua comunidade um líder que usa do carisma para exercer um poder incontestável, paternalista e sectário”, escreveu Siqueira em sua rede social, explicando através do caso João de Deus algumas características dos falsos líderes.

“Mesmo sendo de outra religião, o caso do João de Deus deve servir de alerta para nós. O apóstolo disse que os falsos mestres têm ‘os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância’ (2 Pedro 2.13)”, destaca.

O pastor explica que falsos líderes geralmente possuem uma personalidade manipuladora e autoritária, não admitindo receber críticas, mas sempre querendo fazer com que os demais atendam seus interesses.

“Os falsos mestres são compulsivos, ambiciosos e buscam exercer poder sobre pessoas vulneráveis, manipulando mentes e corações em troca de riqueza, sexo e autoridade. Nunca aceite em sua comunidade um líder que usa do carisma para exercer um poder incontestável, paternalista e sectário”, ressalta o pastor.